Publicado por: willieoliveira em: 15/06/2009
Muito burburinho houve durante o período de evangelismo do “Tableless” e “AJAX” aqui neste nosso super power Brazil (Brasil, o país dos importados), mas e agora? A Web parou?
- A Web 2.0, além da questão da contribuição vinda do próprio usuário e a onda implementações AJAX-based, trouxe na garupa o enriquecimento das aplicações com componentes, efeitos visuais, que de uma forma ou de outra contribuiram para que o olhar se voltasse para o usuário, ou como gostam de se confetar por aí “user experience” (uuói!).

- Os grandes players do mercado apostam todas as fichas em suas tecnologias RIA: Silverlight, Adobe Flex, JavaFX e as tecnologias Web nativas dos navegadores (JavaScript, CSS, XHTML) mostram seu poder na construção de RIAs e o vírus framework (é, pq só pode ser vírus para proliferar desta forma) passou a existir na face da Internet.

- Conta tanta informação sendo gerada através de aplicações legais como: facebook, digg, last.fm, twitter (acrescente a sua por favor) era até certo o desejo pelos mashups, e que rapidamente começaram a existir, mas tudo através de implementações específicas para cada aplicação. Qual seria a sequência normal? Vamos padronizar o mundo (versão adaptada de Pink e Cérebro)! Como? Microformats, pra começar tá bom?
- Depois o povo do depto comercial de alguma empresa gostou da modinha de MP3, MP4, MP5….MPN e acharam que isso era legal para web também. Daí Web 3.0 que mesmo sendo um sonho para todos, “a Web” (para aliviar sua barra, já que sempre a culpa está nos outros) ainda precisa amadurecer muito para se tornar uma realidade.
- Beless! Novamente os colegas do W3C perceberam que alguns estavam achando que ‘tableless’ era HTML.replace(table, div) e que outros já conseguiam montar o quebra-cabeças completo, resolveram reforçar a questão da semântica começando a trabalhar na evolução do “nosso HTML de cada dia” oferecendo novos brinquedinhos através do HTML5, e parece que vai vir com muitas peças novas, e o pessoal que brinca com desenvolvimento vai precisar crescer um pouquinho para não correr o risco de engolir uma peça importante.

- O palhaço Flash sempre foi o rei das animações, mas seus novos companheiros Canvas e SVG adentraram ao picadeiro e mesmo sendo estagiários começam a intrigar o veterano, contando piadas mais engraçadas do que “please install Flash Plugin”.

- Para os mais novinhos “deseinhos cororidos”, para o irmãozinho do meio “desenho animado” e para o maiorzinho “video games”. Só que o que Atari já é coisa velha, o legal mesmo é “Pleisteition”, então papai vai trabalhar mais um pouquinho em sua engine JavaScript para melhorar o brinquedo.
Não é preciso ser gênio, fazer previsões, ou outra coisa para ter alguma segurança, o que pode se ver é que o fato da Web estar convergindo para um ambiente de integração entre serviços, legibilidade maximizada para acesso não-restrito a determinado cliente, temos que a adoção de tecnologias aderente ao padrões Web tem ido mais além do que se tornar um requisito do “bom” desenvolvedor Web, tem mostrado poder de influência sobre fabricantes de navegadores ao ponto de haver uma corrida por “quem está mais por dentro dos padrões”.

Poxa, diante disso tudo, ainda há tanta gente que espera por uma “revelação”, seja através de uma publicação de uma celebridade do desenvolvimento, seja pela “marketagem” de alguma grande empresa.
Eu pergunto: Pra quê? Leia os acontecimentos, junte tudo, faça uma boa mistura e entenda as tendências!
Publicado por: willieoliveira em: 16/05/2009
Neste post eu vou levantar a bandeira contra o modismo!
É impressionante como a modismo ofusca a evolução. Se buscarmos referências históricas sobre Web, chegamos ao conhecimento de que na criação da World Wide Web (erroneamente chamada de Internet), Tim-Berners Lee já propunha um modelo semântico para web. Hoje, há um grande apelo feito pelas comunidades de desenvolvedores focando os padrões web, mas já pararam para pensar quantos anos se passaram do nascimento da Web até este momento?
Sabemos que por um período pré-folhas-de-estilo a aparência dos websites estava limitada à marcação HTML através de suas tags e a busca pelo melhoramento visual criou um caminho “alternativo” para os resultados esperados. No entanto, a codificação das páginas se tornaram muito complexas, motivando o aparecimento de ferramentas WYSIWYG como o DreamWeaver, Front-Page entre outros que trouxeram um conforto (para não dizer comodismo) aos desenvolvedores da época. Mesmo com a criação do W3C em 1994, trazendo consigo a novidade das folhas de estilo, a popularidade (pra mim modismo) das ferramentas visuais ofuscou o entendimento da grande massa com relação à padrões e um atraso considerável foi inevitável.
Outro grande atraso é evidenciado através da ênfase atual sobre aplicações ricas construídas por tecnologias nativas da web. Todo mundo ao estudar os conceitos básicos da terminologia AJAX se depara com a afirmação “XMLHTTPRequest não é coisa nova…”, então por que toda a voga atual em torno da componentização, efeitinhos, estilização “Web 2.0″ se as tecnologias empregadas na implementação das aplicações já existem de longa data?
Pode deixar, eu respondo…
Resposta: Novamente o maldito modismo!
Muitos vão dizer que a resposta correta seria as disputa pelo Market Share entre Netscape e Microsoft, época conhecida como “Guerra dos Browsers”, mas talvez estes mesmos venham a concordar comigo que as exigências do mercado é que embalam a produção da indústria e isso não seria diferente na perspectiva da web. Lá no início da Web a ‘manada’ de desenvolvedores afoitos quanto a implementação de novos recursos em suas páginas (texto piscante, letreiros, transições, etc), consumiam tudo o que era produzido, isso sim foi o que aqueceu a criação de funcionalidades de forma desregrada.
O resultado disso tudo foi a má reputação atribuída ao inocente JavaScript que teve seu potencial ignorado durante anos, graças as a inexperiência e ao maldito “copy and paste”, sendo visto por muitos com um item de perfumaria dispensável e causador de bugs nas aplicações. Isto se sucedeu até que grandes players do mercado provaram o grande equívoco em torno da linguagem JavaScript, inovando e despertando interesse pelo mesmo com aplicações como Gmail, Google suggest e Google Maps por exemplo.
Apesar de parecerem coisas já superadas, é fácil mostrar que o modismo atrapalha. Muita gente nem sabe que AJAX é apenas uma funcionalidade que abriu um leque para implementações ricas, outros acreditam que Tableless é remover todas as tabelas e constroem páginas sem semântica alguma, e tudo isso novamente em prol do modismo.
Nestes quase 20 anos de Web, muitos se quer conseguem voltar seus olhares para a história e perceberem que a evolução das tecnologias ou recursos inerentes ao desenvolvimento web, ou da web propriamente dita, está à frente do modismo.
Resumindo: Se você não observa princípios, padrões, causas de problemas, não consegue discernir o que está acontecendo e continua sendo mais um na manada.